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Vivo com o meu companheiro e pai do meu filho. Nos primeiros meses de gravidez, há quatro anos, soube que estava a ser traída. Tentei esquecer, mas quando o meu filho tinha nove meses descobri que estava novamente a ser traída. Sou uma mulher enlouquecida com o passado e ciumenta. Às vezes, penso que nãotenho respeito por mim ou pelo meu filho. Será que a hipnoterapia me faria esquecer o passado e aumentar a auto-estima e amor próprio?
Tenho muito de medo de tudo. A toda a hora acho que estou a ter um ataque cardíaco. Recentemente fiz um exame e descobri que tenho extra-sístoles (palpitações). Um médico disse-me que podia ter um ataque cardíaco a qualquer momento e outro disse que não tenho nada, mas receitou-me um remédio para tomar para o resto da vida. Há alturas em que não consigo sair à rua. Há uma árvore próxima da minha casa e, cada vez que a vejo, tenho a certeza que vou morrer a bater de carro nela. Tenho 27 anos e estou a sofrer muito.
Tenho um afilhado com 18 anos que foi adoptado aos quatro. Desde pequeno recorremos a pedopsiquiatras e psicólogos, pois era uma criança hiperactiva, com dificuldades na fala, de concentração e de aprendizagem. A vida tem sido complicada para ele. Quando tinha oito anos morreu o padrinho, passado quatro anos morreu o pai com quem ele tinha uma relação muito forte e três anos depois morreu o avô. Ficámos, portanto, só mulheres para o ajudar. Após a morte do meu marido, ainda ele era uma criança, um dia muito assustado chamou os pais e disse que estava ali o padrinho. Situações como esta aconteceram várias vezes, chegou até a referir que via pessoas que não sabia quem eram. É um jovem com dificuldade de aprendizagem e agressivo, principalmente se é contrariado. Já recorremos a inúmeros psiquiatras, sem sucesso. Um destes médicos disse que ele era bipolar, outro que ele tem distúrbios comportamentais. Ouvi referências à hipnoterapia, que o professor aplica nos seus doentes. Peço a sua opinião, no sentido de saber se este método resultaria com ele.
A minha mãe tem graves problemas, mas recusa tratar-se. Ela teve uma vida muito complicada e creio que não consegue distinguir o real do imaginário. Por exemplo, ela acredita que, quando está fora de casa, um homem entra lá e mexe nos seus objectos. Para além disso, não acende luzes e não vê televisão, porque acredita que assim alguém poderá observá-la. Esta situação cria graves problemas de sociabilidade e um grande sofrimento para ela e para nós, familiares. Como posso convencê-la de que tem um problema e que um especialista a irá ajudar?
Entre várias as situações que a hipnoterapia pode ajudar a tratar, gostaria de saber se as lesões musculares podem ser ajudadas através deste método. Já fui operado várias vezes aos joelhos, pubalgias (inflamação nas articulações dos ossos ilíacos) e actualmente sofro de dores nos adutores (músculos das -coxas), o que me dificulta no dia-a-dia e no trabalho. Além disso, sofro de ansiedade e estados de depressão. Gostaria de saber se a hipnoterapia pode ajudar nestes caso. Como sou do Porto, gostava se há algum médico que aconselhe, assim como o preço médio de cada sessão.
A minha mãe está sempre doente. Ou tem problemas na coluna ou de tensão, ou desmaia e parece que não vai recuperar ou tem falta de ar e dores no pescoço e no peito. É extremamente nervosa e pessimista. Tudo isto me angustia e não tenho conseguido viver a minha vida pois ando sempre preocupada. Chego ao ponto de, quando o telefone toca, pensar que é ela que está a ter um ataque. Começo então a tremer e fico extremamente ansiosa. Só sou feliz nos dias em que ela está bem. O que posso fazer que nos possa ajudar?
Tenho 45 anos (o meu marido 47), não tenho filhos, casei há três anos e gostaríamos muito de ter um filho. Mas tenho algum receio, não só pela minha idade, mas porque sou bipolar do tipo II. Fiz os exames pré-natais, estava tudo normal. Já falei com a minha psiquiatra e comecei o desmame da medicação. Quando estiver grávida (se conseguir...) só tomarei Sedoxil. O que me causa receio são os riscos relacionados com a minha idade e a falta de medicação. Gostaria muito que me desse a sua opinião sincera e profissional sobre a nossa vontade de sermos pais e quais os riscos para mim e para o bebé.
O meu marido tem um tique desde os 21 anos: torcer a cabeça e levantar o ombro esquerdo de três em três minutos. Há cerca de seis meses começou a ter outro: fungar. É empresário e preocupa-me que a sua imagem seja prejudicada. É pouco sociável e bastante impulsivo, embora seja muito bem disposto com as duas filhas. Trata-se de alguma patologia psiquiátrica?
Tenho 37 anos e sou mãe de quatro filhos. Há cerca de um ano e meio têm ocorrido eventos que não consigo enquadrar nas chamadas explicações ditas normais. Não falo apenas de sensações mas também de acontecimentos físicos concretos, tais como televisões a saltarem de suportes, espelhos e vidros a partirem-se ou portas a soltarem-se das dobradiças... Não sei como lidar com isto. Os meus filhos também são afectados por tudo isto, o que se traduz em alterações no seu comportamento. Pode ajudar-me a perceber o que se passa?
Psiquiatra
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